O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) completou 11 anos no último dia 5 e comemorou com uma exposição das ações ambientais do órgão, que aconteceu no saguão do próprio DNIT. No aniversário, que coincidiu com o Dia Mundial do Meio Ambiente, sete empresas de gestão ambiental parceiras do órgão expuseram em estandes o andamento das atividades ambientais que acontecem paralelas às obras em 10 rodovias. Além disso, cada estande preparou uma apresentação para alunos do Centro de Ensino Fundamental São José, de São Sebastião, cidade satélite de Brasília. Com brincadeiras, histórias, músicas e fotografias, os gestores explicaram a 60 crianças que, quando são realizadas obras em rodovias, também há uma preocupação com a natureza e com as comunidades próximas ao empreendimento.
Para a coordenadora geral de Meio Ambiente do DNIT, Aline Freitas, o investimento na área ambiental tem aumentado e os resultados já começaram a aparecer. “A sustentabilidade tem sido uma preocupação da atual gestão do DNIT. Aproveitamos o evento para lançar uma campanha de divulgação para a sociedade das ações ambientais que o DNIT desenvolve – que também são sociais, porque o ambiental naturalmente envolve o componente social”, afirmou em entrevista exclusiva ao ITTI. Aproveitamos o evento para lançar uma campanha pública de divulgação das ações ambientais que o DNIT desenvolve – que também são sociais, porque o ambiental naturalmente envolve o componente social”, afirmou em entrevista exclusiva ao ITTI.
Há cinco anos no DNIT e desde 2010 à frente da Coordenação Geral do Meio Ambiente (CGMAB), ela já atua há mais de dez anos com gestão ambiental. Formada em engenharia química, também trabalhou com licenciamento ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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| No estande da BR 262, coordenadora geral de Meio Ambiente apresenta proposta da exposição a alunos do CEF São José |
Confira o que a coordenadora falou ao ITTI
sobre o evento em Brasília e o futuro da gestão ambiental no país.
Como
surgiu a ideia de fazer uma exposição do trabalho dos gestores ambientais?
A intenção foi comemorar duas coisas: tanto o aniversário do DNIT quanto o espaço que a questão ambiental tem ganhado. Tem crescido o investimento na área ambiental e aumentado o comprometimento com a execução de programas ambientais em cada rodovia. A sustentabilidade tem sido uma preocupação da atual gestão do DNIT. Aproveitamos o evento para lançar uma campanha de divulgação das ações ambientais que o DNIT desenvolve – que também são sociais, porque o ambiental naturalmente envolve o componente social.
Qual a
importância de mostrar as ações ambientais do DNIT a estudantes?
A questão é incentivar essa consciência
ambiental não só naquele público diretamente afetado pelo empreendimento, mas
em toda a sociedade. E essa consciência já faz parte da política pública, faz
parte do DNIT. O órgão que desenvolve a infraestrutura de transportes do país
também desenvolve cada vez mais programas de educação ambiental.
Os
gestores executam diversos programas ambientais paralelos às obras. Na
exposição, dois programas ganharam destaque: o de Educação Ambiental (PEA) e o
de Comunicação Social (PCS). Qual a relevância desses programas?
O PEA e o PCS são tratados hoje pelo Ibama,
dentro do processo de licenciamento, como dois programas distintos. Apesar
disso, eles devem caminhar juntos continuadamente, mesmo que com objetivos
diferentes.
O PCS é um processo voltado para a obra. De que forma a comunidade recebe o empreendimento, de que
forma a obra impacta o dia a dia da sociedade. O PCS é um canal que viabiliza a
questão pública da informação, o direito público à informação.
Já o PEA está dentro do
contexto da própria Política Nacional de Educação Ambiental do país, que
envolve a criação, de fato, de uma consciência
ambiental. Acredito que a Educação Ambiental é mais macro e engloba essa ideia
de uma conscientização que vai além dos impactos da obra. Há uma necessidade de
divulgar e de conhecer as diretrizes e as questões ambientais, as políticas, de
modo a promover a participação de todos na busca pelo desenvolvimento.
Como você
avalia os seis anos de experiência do DNIT com gestão ambiental?
A gestão na BR 101 Sul foi a primeira gestão
que o DNIT teve, foi o primeiro modelo. Desde então, esse modelo tem sido
aprimorado, melhorado. Inclusive o fato de estarmos divulgando e abrindo para
discussões também serve para aprimorar o processo.
Assim como o investimento em obras de
infraestrutura aumentou, proporcionalmente houve um aumento do investimento em
gestões e ações ambientais. Hoje nós temos a BR 448, a BR 386, a BR 158, a BR 101
NE, a BR 262... Mas além de aumentar em número, temos buscado continuadamente a
melhoria desses processos.
Uma das metas da CGMAB hoje é a certificação
ambiental de algumas dessas obras na área ambiental. Além disso, buscar
indicadores para que possamos mensurar qual é o tamanho do investimento, da
melhoria, e quais ganhos e impactos positivos a gestão ambiental tem trazido.
Normalmente no licenciamento se fala dos impactos negativos, mas queremos
mensurar os positivos.
Qual é a
expectativa de futuro para a gestão ambiental no país?
Entre 10 e 20 novas gestões ambientais estão
por iniciar no DNIT. Em 1º de dezembro de 2011, o Tribunal de Contas da União
fez um acórdão, com base no pós-licenciamento e no acompanhamento das ações
ambientais, bem como nas experiências de gestão na BR 101 Sul e na Transnordestina.
O Tribunal recomendou que o DNIT estenda as gestões ambientais para outros
empreendimentos e que o Ibama também passe a cobrar a gestão ambiental em
outros empreendimentos. A gestão ambiental, com certeza, é um modelo a ser
seguido.
E como
você se sente, como coordenadora, vendo o resultado do trabalho dos gestores?
Eu fico muito feliz. Adorei a exposição dos
trabalhos, gostei muito do resultado. E vamos continuar promovendo discussões e
workshops, como os que já foram feitos sobre Atropelamento de Fauna e Comunicação
Social. A meta é promover outros, um especificamente na área de Educação Ambiental.
Queremos e vamos chamar outros entes para discutir de que forma melhorar ainda
mais. A palavra [por ver o resultado do trabalho dos gestores] é “feliz”. Tanto
de ver o retorno e conseguir visualizar o produto do trabalho como mostrar à
sociedade o que estamos fazendo nas obras de infraestrutura do país quanto à
questão ambiental.
Hendryo André e Débora Lorusso
ITTI - Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura
(41) 3226-6658 | comunicacao@itti.org.br
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