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Albuquerque, por ser uma região mais afastada,
sofre com problemas relativos à coleta seletiva
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O encontro, que aconteceu no
Centro Catequético Bento VI, foi ministrado pela turismóloga e educadora
ambiental da Fundação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário da Prefeitura
de Corumbá, Lenir Alencar Peinado, e pela artesã e representante comunitária
Neusa Ortega Vargas. Durante a oficina, os estudantes montaram diversos produtos
artesanais, como puffs com garrafas pet e árvores de Natal com revistas antigas. “Essa oficina levou esses jovens a aprender que eles podem
reutilizar materiais que para algumas pessoas seria lixo. Ao reutilizá-los,
procuramos mostrar novas alternativas para o descarte desse material”, explica
a turismóloga e educadora ambiental.
Para o estudante Leandro
Aparecido Pinto de Oliveira, de 17 anos, que já havia participado da oficina
sobre compostagem no último dia 20 de março (SAIBA MAIS AQUI), encontros assim
propiciam, além de um complemento de renda, que os jovens aprendam a reutilizar
os materiais recicláveis. “O projeto está nos ajudando a gerar renda e também
nos ensina sobre o reaproveitamento do lixo. Nos
ajuda a melhorar a nossa vida agora e também proporciona bem-estar e descontração
durante as oficinas“, relata.
Já para a agrônoma e articuladora local de Educação
Ambiental do Programa de Educação Ambiental (PEA) que acontece durante as obras
de recuperação da pista e implantação de acostamentos na BR 262 (no trecho
entre Anastácio e Corumbá), Vania de Oliveira, a oficina é uma atividade que
contribui para o desenvolvimento sustentável da região, já que envolve a
preservação ambiental, a geração de renda e principalmente, a inserção social
dos jovens do distrito rural: “O
envolvimento dos jovens de Albuquerque no trabalho não é por acaso, já que essa
região sofre com sérios problemas sociais, entre eles a exploração sexual de
crianças e adolescentes. Dessa forma, esse encontro é uma forma de auxiliar na melhoria
da qualidade de vida e na educação ambiental desses jovens”.
Outro ponto interessante foi
levantado pela participante do ProJovem Deubra Pereira Rojas, de 16 anos. Como
Albuquerque é uma região mais afastada, sofre com a falta de coleta seletiva: “Achei um tema importante porque aqui não temos coleta
frequentemente. Aqui, aprendi outras possibilidades para utilizar o lixo, o que
ajuda a diminuir a produção de lixo não aproveitável aqui em Albuquerque”.
A presidente da associação de Albuquerque a ASMETA
e gerente administrativa do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS),
Maria do Carmo Victório da Silva, também destaca o problema da coleta seletiva
na região. Por conta disso, ela alerta para a relevância de um projeto que se
atente para a correta destinação dos materiais recicláveis e orgânicos. “Não temos um dia certo para receber o pessoal da limpeza.
Com isso o lixo vai se acumulando nas ruas e na estrada”, conta.
A oficina foi mais uma das ações desenvolvidas pelo
PEA, programa coordenado pelo Instituto Tecnológico de Transportes e
Infraestrutura (ITTI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A Universidade
é parceira do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT),
órgão responsável pela pavimentação e recuperação da pista e implantação de
acostamentos na BR 262.
Hendryo André e
Mariana Cardoso Ferreira | Assessoria de Comunicação
ITTI - Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura
(41) 3226 6658 |
comunicação@itti.org.br

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